Essa pagina depende do javascript para abrir, favor habilitar o javascript do seu browser! Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Últimas Notícias > IBC aposta nos cursos remotos e acerta em cheio
Início do conteúdo da página
Notícias

IBC aposta nos cursos remotos e acerta em cheio

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

O que foi uma solução para garantir formação continuada durante a pandemia vem se consolidando como mais uma modalidade de educação oferecida pela Instituição.

  • Publicado: Sábado, 24 de Abril de 2021, 07h58
  • Última atualização em Quarta, 09 de Junho de 2021, 14h36
Descrição: cartaz metade azul, metade cinza. dividido em duas.   À esquerda, sobre fundo azul, centralizado no topo, a logo da Coordenação de Educação a Distância (CEaD); logo abaixo, em letras brancas, lê:se "Simples, democrático e eficiente", no meio, a foto e uma mulher, de costas e sentada ao chão com um laptop no colo em cuja tela se vê a imagem de uma mulher falando; abaixo, a legenda:  "A informalidade do curso remoto contribui para reproduzir, no ambiente virtual, a mesma interação professor/aluno das aulas presenciais."
A informalidade do curso remoto contribui para reproduzir, no ambiente virtual, a mesma interação professor/aluno das aulas presenciais.

Os cursos podem ser assistidos em qualquer lugar do mundo pelo computador, tablet ou celular; o professor está ali, para tirar as dúvidas na hora. Se não der para responder a todo mundo em tempo real, não tem problema: ele lê as perguntas e responde na próxima aula. Mas, junte-se a praticidade de um curso remoto ao fato de ele ser gratuito e responder à demanda por formação em uma área em que poucos profissionais são capazes de suprir e tem-se aí um exemplo de prestação de serviço público relevante. Este é o caso dos cursos de curta duração do IBC, que passaram a ser oferecidos pela internet durante a pandemia, com surpreendente procura por parte de um público diversificado e espalhado por todo o Brasil.

 “Em 2017, começamos a oferecer cursos de educação a distância (EaD), o que foi fundamental para que nosso instituto pudesse dar conta da demanda por formação na área da deficiência visual em todo o País. Mas a pandemia nos trouxe um novo desafio: de transformar nossos cursos presenciais em remotos. Analisamos aqueles que se adaptariam ao formato por não exigirem atividades práticas e começamos a oferecê-los com grande sucesso, atraindo um público muito maior”, explicou a diretora do Departamento de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Elise de Melo Borba Ferreira, responsável pela oferta de cursos de formação continuada do IBC.

EaD x ensino remoto

Mas afinal, qual a diferença do ensino remoto emergencial (que as escolas estão fazendo para cumprir as normas de afastamento social) para o ensino à distância, que é oferecido pelo IBC desde 2017, mas que existe como modalidade de ensino há 117 anos no Brasil e desde a década de 1990 usando a internet como interface? 

A principal delas é que na EaD, os cursos são dados em um ambiente de aprendizagem (no caso do IBC, a plataforma Moodle). A maioria das aulas é gravada, com apenas algumas ao vivo para tirar dúvidas. É comum o aluno não falar com o professor, mas sim com um tutor que responde as dúvidas enviadas por e-mail. Os materiais são padronizados, assim com as avaliações, que são realizadas com base em um calendário letivo, com poucas alterações no cronograma.

As aulas remotas, por sua vez, têm uma dinâmica mais parecida com as aulas presenciais, em que o professor interage instantaneamente com o aluno, permitindo alterações no roteiro de aula previamente organizado. Elas podem até ser gravadas, mas geralmente são ao vivo e acontece ou são disponibilizadas nos dias e horários em aconteceriam presencialmente. O material utilizado é elaborado pelo próprio professor, de acordo com as necessidades da turma. As dúvidas que não puderem ser tiradas na aula são respondidas em outro momento pelo professor, pelo celular, e-mail etc.

Porém, mesmo sendo “parecidas”, na essência com as aulas que eles estão acostumados a dar todos os dias, muitos professores tiveram dificuldades em se adaptar a esta nova maneira de lecionar. A falta de familiaridade com ferramentas de comunicação digital para produzir seus materiais, com equipamentos de luz e som, com plataformas de videoconferência ainda são barreiras importantes para uma comunicação eficaz pela internet, mas não as únicas. Há professores que se sentem intimidados pela câmera, mesmo que nunca tenha se incomodado com dezenas de pares de olhos e ouvidos voltados para si. Enfim, uma coisa é certa: a pandemia mostrou que sempre é tempo de aprender coisas novas e que disrupções não avisam para aparecer e mudar nossa vida, 

A professora Márcia Noronha, do IBC, que divide a coordenação pedagógica dos cursos de formação continuada do Instituto com a colega Gabrielle Camacho, está entre aqueles mestres que encararam o desafio de frente e não deixou de dar suas aulas por causa da estranheza em “falar para uma máquina”. “Gosto de dar aula olhando para o rosto das pessoas. Por isso, mando todo mundo ligar a câmera, faço chamada e cobro a participação dos alunos. E tenho que admitir que a experiência tem superado todas as minhas expectativas. Temos alunos de vários estados brasileiros, que participam muito das aulas, levam a sério o curso e que são unânimes em defender a continuidade desse formato remoto mesmo passada a pandemia”, contou a professora, minutos antes de entrar no ar para mais uma aula do curso Surdocegueira: diálogos possíveis, ofertado para professores e profissionais de áreas afins ao tema.

Cursos remotos oferecidos em 2021

Além do curso da professora Márcia, outros cinco foram adaptados ao ensino remoto: Introdução ao Soroban – metodologia: Menor Valor Relativo (profs. Edney Dantas de Oliveira e Heverton de Souza Bezerra da Silva); Programa de Comunicação Alternativa Tátil para crianças com deficiência múltipla sensorial ( prof.ª Flavia Daniela dos Santos Moreira), Aprendizado e desenvolvimento da pessoa com deficiência visual na perspectiva histórico-cultural (prof.ª Fabiana Alvarenga Rangel); Reflexões e diálogos sobre a prática pedagógica de alunos com deficiência múltipla associada à deficiência visual (prof.as Bárbara Braga Wepler, Dayana Miranda S. Bandeira, Maria do Socorro Fortes de Oliveira e Renata Martins de Oliveira) e Oficina de Livro Tátil (prof.as Cristina de Souza e Lisânia Cardoso). 

O resultado da experiência foi o aumento substancial da procura pelos cursos, 800% maior do que o número de vagas oferecidas (entre 15 e 25 por curso), o que nunca havia acontecido na oferta presencial. Assim, o que no início era apenas uma aposta transformou-se em certeza: os cursos remotos chegaram para ficar. "Alguns cursos tiveram cinco vezes mais interessados do que o que estávamos acostumados", informou o servidor Eduardo Moniz Vianna Nobre, que trabalha na organização dos cursos da DEA. 

“Como era um trabalho novo para todos, concordamos em oferecer o mesmo número de vagas que oferecemos no presencial, pois não sabíamos se teríamos o retorno desejado e se conseguiríamos controlar um grande número de inscritos nessa nova proposta. Acreditamos que o fato de os cursos remotos possibilitarem uma interação em tempo real, com os alunos no conforto de suas casas, sem precisar gastar com alimentação, estadia e até mesmo passagem área, como acontecia em alguns casos no presencial, fez com que essas capacitações atingissem um maior número de profissionais interessados. A DEA acredita que esse formato pode ser uma outra opção de formação continuada do IBC e estamos felizes por estar dando certo”, disse a supervisora do DPPE, Sabrina Monteiro, responsável pela Divisão de Extensão e Aperfeiçoamento.

Para o diretor-geral do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo, a simplicidade do processo de comunicação dos cursos remotos permite que os professores ocupem um espaço importante como produtores e emissores de conteúdos relevantes na internet. Isso aumentaria exponencialmente a capacidade de o Instituto oferecer formação continuada na área da deficiência visual a todos aqueles que precisarem. 

“Por que não? Os bons resultados que temos alcançado, inclusive no que se refere ao engajamento dos alunos, prova que é possível sim oferecermos formações importantes do IBC para todo esse Brasil a custo praticamente zero e grande efetividade. Acho que este é mais um caminho a ser trilhado para que consigamos cumprir nosso papel de capacitarmos o maior número possível de brasileiros no atendimento às necessidades educacionais e sociais das pessoas com deficiência visual”, concluiu.

registrado em:
Fim do conteúdo da página