Revista Brasileira para Cegos Ano LXXV, n.o 547, outubro/dezembro de 2017 Ministério da Educação Instituto Benjamin Constant Publicação Trimestral de Informação e Cultura Editada e Impressa na Divisão de Imprensa Braille Fundada em 1942 pelo Prof. José Espínola Veiga Av. Pasteur, 350/368 -- Urca Rio de Janeiro-RJ CEP: 22290-240 Tel.: (55) (21) 3478-4457 (55) (21) 3478-4531 E-mail: ~,rbc@ibc.gov.br~, Site: ~,http:ÿÿwww.ibc.~ gov.br~, Livros Impressos em Braille: uma Questão de Direito Governo Federal: Ordem e Progresso

Diretor-Geral do IBC João Ricardo Melo Figueiredo Comissão Editorial Carla Maria de Souza Daniele de Souza Pereira Héverton de Souza Bezerra da Silva João Batista Alvarenga Regina Celia Caropreso Revisão Carla Dawidman Paulo Felicíssimo Ferreira Transcrição autorizada pela alínea *d*, inciso I, art. 46, da Lei n.o 9.610 de 19/02/1998.

¨ I Distribuição gratuita segundo a Portaria Ministerial n.o 504, 17 de setembro de 1949. Arquivo da revista disponível para impressão em Braille: ~,http:ÿÿwww.ibc.gov.brÿ~ publicacoesÿrevistas~,

¨ III Sumário Editorial ::::::::::::::: 1 Voluntários do Centro de Valorização da Vida oferecem apoio emocional :::::::::::::: 3 A invisibilidade cotidiana :::::::::::::: 15 A bengala verde e a busca por visibilidade ::::::: 20 Faça-se a luz ::::::::::: 25 Quando a falta da visão deixa de ser uma decepção ::::::::::::::: 28 Rio de Janeiro ::::::::: 31 Tirinhas :::::::::::::::: 32 Desafios :::::::::::::::: 39 Pensamentos ::::::::::::: 42 No Mundo das Artes Elvis Presley :::::::::: 44 Chacrinha ::::::::::::::: 49 Maravilhas do Mundo Parintins ::::::::::::::: 53 Nossa Casa ::::::::::::: 66 Vida e Saúde ::::::::::: 69 Culinária ::::::::::::::: 73 Humor ::::::::::::::::::: 80 Espaço do Leitor ::::::: 84 Editorial É inegável: as mídias sociais, como *Facebook*, *WhatsApp*, *Instagram* estão, cada vez mais, presentes no nosso cotidiano. Com isso, podemos concluir que estamos mais próximos uns dos outros? Ou será o contrário? Muitas vezes temos parentes ou amigos em lugares distantes, e as redes sociais nos permitem um contato quase diário com eles. Trocamos fotos, áudios, vídeos e até impressões sobre acontecimentos de nossas vidas, o que nos dá a sensação de uma proximidade maior. Assim também, tornou-se comum o não falarmos com quem está perto de nós: num restaurante, numa roda de amigos e, o pior,... em casa. Ao invés disso, sentamo-nos ao lado das pessoas e conversamos com outras, via celular ou computador. Ocupamos o mesmo espaço físico, mas não estamos juntos: é a distância na proximidade. E aqueles que não se conectam? Estão automaticamente excluídos, num mundo onde, apesar de tantos discursos sobre o respeito às diferenças, não se valoriza o direito de o diferente não querer, ou não saber, fazer uso das redes sociais. Quantas vezes se ouve: "Não consigo falar com fulano! Ele não tem *Facebook*, *WhatsApp* nem e-mail..." É como se, por exemplo, todos houvessem esquecido a possiblidade de um telefonema ou uma visita. É certo que a internet, usada equilibradamente, ajuda-nos a conhecer outras pessoas, fazer novos amigos ou contatos profissionais e, quem sabe, encontrar um amor através desta ferramenta. Contudo, é importante lembrar que existe vida fora das redes sociais, com situações felizes ou não, mas que precisam ser curtidas ou enfrentadas. Comissão Editorial Revisado por Paulo Felicíssimo Ferreira õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo Voluntários do Centro de Valorização da Vida oferecem apoio emocional Ouvir. Mas ouvir com atenção e empatia. Sem preconceito. Sem julgamento. Quem pensa que o trabalho dos voluntários do Programa de Apoio Emocional do Centro de Valorização da Vida (CVV) é dar conselho por telefone está redondamente enganado. Em vez de emitir opinião e dar sugestão sobre os problemas dos outros, a orientação da instituição é oferecer uma escuta qualificada, capaz de acolher quem procura pelo serviço de apoio emocional do CVV. Sem questionamentos e com total sigilo. Em pouco mais de um ano de trabalho como voluntárias do CVV, as trabalhadoras da Fiocruz, Dayse Campos e Rafaela Diniz, já têm muitas histórias para contar. Engajadas na missão do CVV de oferecer apoio emocional e promover a prevenção do suicídio, as duas atuam no atendimento telefônico de um dos postos da instituição, no Rio de Janeiro. O trabalho exige envolvimento e responsabilidade, mas tanto Dayse quanto Rafaela garantem que a rotina é menos pesada do que se supõe à primeira vista. “Na verdade, a prevenção do suicídio é quase uma consequência. O que a gente dá é apoio emocional. A maioria das pessoas liga apenas para conversar. Ou porque não tem com quem falar, ou porque precisa desabafar sobre coisas que não pode conversar com amigos e familiares. A maioria das conversas é comum mesmo”, afirma Dayse Campos, responsável pelo Serviço de Informação e Estatística (Siest) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/ /Fiocruz). Para dar conta dessa demanda, Rafaela Diniz também ressalta a importância de ser verdadeiro e estar concentrado durante o atendimento. “Você não precisa ser profissional de saúde para ser voluntário, mas precisa entender muito a filosofia do CVV, que é oferecer apoio emocional desprovido de qualquer preconceito. Ninguém conta uma história tão profunda se você estiver julgando. Por mais que você não expresse, o modo como fala demonstra isso para a outra pessoa. É um desafio porque estamos sempre enfrentando os nossos próprios preconceitos”, explica a trabalhadora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio- -Manguinhos/Fiocruz). Treinamento e sigilo Dayse Campos e Rafaela Diniz chegaram ao Programa de Apoio Emocional do CVV por caminhos distintos. Aos 58 anos, Dayse procurava um trabalho voluntário para depois da aposentadoria, mas acabou atraída pelo CVV antes disso. Aos 31 anos, Rafaela já tinha experiência de outros trabalhos voluntários, mas também se encantou com o desafio. Hoje, as duas mantêm uma rotina de atendimento telefônico com um plantão semanal de quatro horas, além do envolvimento em outras atividades e treinamentos do CVV. Para servirem como voluntárias no atendimento telefônico, Dayse Campos e Rafaela Diniz passaram por um treinamento, a fim de conhecer melhor o trabalho e o CVV conhecer melhor o seu perfil. Pessoas muito sensíveis, por exemplo, podem não ser aptas para a função. Aprovadas pela instituição, elas iniciaram as atividades com a supervisão de colegas mais experientes e, hoje, têm plena autonomia para o atendimento. Entre as regras mais importantes do CVV está o sigilo. Além de não dar opinião, os voluntários são orientados a não fazer nenhum tipo de pergunta. Mesmo em casos mais delicados, os atendentes só podem solicitar ajuda se houver um pedido expresso do outro lado da linha. De acordo com Rafaela Diniz, o objetivo do serviço é criar um clima psicologicamente favorável, para que a pessoa se sinta à vontade e possa falar o que é preciso. “O básico do CVV não é solucionar o problema do outro. A gente acredita, a princípio, que a pessoa é autossuficiente para se resolver. Quando você fala para uma pessoa que você tem um conselho para dar, uma solução para o problema dela, você diminui essa pessoa. A gente não dá conselho por isso. Eu não sou ninguém para saber como você deve agir dentro dos seus problemas. O que é bom para mim pode não ser bom para você”, diz Rafaela. Para que os voluntários também não sofram problemas psicológicos, há um grupo de apoio que se encontra uma vez por mês, com o intuito de trocar experiências e dificuldades na rotina de trabalho. No dia a dia, os voluntários costumam receber ligações tanto de pessoas idosas quanto de adolescentes. Até mesmo crianças procuram pelo serviço. Quando o telefone toca, ninguém sabe o que esperar. Como o sigilo é uma questão fundamental, não há estatísticas que tracem o perfil de quem liga para o CVV. O que é claro para quem está à frente do trabalho é a necessidade de se romper com o tabu e os silêncios sobre as “doenças da alma ou do coração”. “A gente já teve tabu no sexo, agora é mais fácil falar. O suicídio e a depressão ainda são tabus em nossa sociedade. Precisamos falar sobre isso como qualquer outro assunto”, diz Dayse. “Para muita gente, a depressão é a doença da frescura. A bipolaridade é doença de maluco. Essas pessoas sofrem um preconceito e uma opressão absurda. Ter alguém que vai ouvir seus sentimentos mais íntimos é um trabalho de saúde pública”, complementa Rafaela. Satisfação e gratidão Apesar dos dias difíceis, que também fazem parte da rotina de plantões, o trabalho no Programa de Apoio Emocional do CVV traz muita satisfação para os voluntários envolvidos no atendimento direto a quem procura ajuda. Dayse Campos e Rafaela Diniz garantem que a experiência no CVV transformou positivamente as suas vidas. “A gente se sente recompensada até no dia a dia. No dia que você dá plantão, você se sente útil e sabe que faz parte de um trabalho muito importante. A gente se sente gratificada com isso, nos sentimos mais humanos. O trabalho voluntário no CVV melhorou muito a minha vida. A gente tem a tendência de dar a nossa opinião, se comparando, sem dar ouvidos aos outros. Agora eu me observo mais, faço um esforço para isso”, comenta Dayse. As lições que aprendeu durante um ano de atendimento no CVV também provocaram mudanças profundas na maneira de Rafaela encarar a vida. “O CVV me apresentou uma filosofia de vida que eu desconhecia completamente. Eu não sabia ouvir ninguém até entrar no CVV. A gente avalia os outros com os nossos conceitos o tempo inteiro; a gente julga o tempo inteiro. Somos socialmente treinados para isso. Então você descobre um novo mundo, com outras possibilidades, você vê o outro com compaixão e vê um mundo melhor. Você vê que nem tudo está perdido”, avalia. Atendimento e voluntariado O atendimento telefônico é apenas um dos serviços oferecidos pelos postos do CVV espalhados por 19 estados do Brasil. Além do contato por telefone, a instituição também disponibiliza outras opções para quem quer conversar, 24 horas por dia: chat (bate-papo na *web*), e-mail, carta e atendimento pessoal. Quem preferir desabafar por telefone, tem a opção do 141, disponível para todo o Brasil. Ou pode conferir os telefones diretos dos postos nas suas cidades. A relação de endereços e telefones também está disponível no site do CVV ~,https:ÿÿwww.cvv.org.~ brÿpostos-de-atendimentoÿ~,. Outro serviço ainda em teste é o telefone 188, mantido pelo Ministério da Saúde, cuja ligação é gratuita. O objetivo do CVV é disponibilizá-lo para todo o país, ampliando seu serviço. Para ser um plantonista do Programa de Apoio Emocional do CVV, é preciso ter mais de 18 anos e pelo menos quatro horas disponíveis por semana. Os interessados devem verificar a agenda do curso de preparação de voluntários e se cadastrar gratuitamente. Após dois dias de palestras e dinâmicas, os monitores do CVV selecionam os voluntários mais adequados ao atendimento para um curso de formação, com nove encontros. Aqueles que não se sentirem à vontade ou não tiverem disponibilidade para se voluntariar no Programa de Apoio Emocional do CVV também podem contribuir como voluntários-especialistas. Dentro da sua especialidade e com seus próprios conhecimentos e recursos, esses voluntários também podem atuar, por exemplo, nas áreas de divulgação, tecnologia ou captação de recursos. Neste caso, o contato deve ser pelo e-mail ~,comunicacao@cvv.org.br~, Por César Guerra Chevrand Fontes, com alterações: ~,https:ÿÿportal.fiocruz.~ brÿpt-brÿcontentÿ~ voluntarios-do-centro-de-~ valorizacao-da-vida-~ oferecem-apoio-emocional~, ~,https:ÿÿwww.cvv.org.brÿ~, Vocabulário Bipolaridade: s. f. Termo que designa perturbação psíquica caracterizada pela al-

ternância de estados de euforia e de depressão. Intuito: s. m. Intenção, objetivo. Tabu: s. m. Aquilo que não é discutido ou mencionado por pudor ou educação. :::::::::::::::::::::::: A invisibilidade cotidiana Uma das situações mais comuns no cotidiano de quem tem alguma deficiência é o fato de as pessoas não falarem diretamente com a gente, e sim com quem nos acompanha. Isso acontece praticamente todos os dias, no comércio, na família, no trabalho, enfim, em diversos momentos. Quando relato as minhas experiências de “invisibilidade”, sempre conto uma história engraçada que aconteceu comigo, quando eu ainda morava em São Paulo. Frequentava, às vezes, um bar/restaurante com amigos, geralmente no horário do almoço, momento em que eu ouvia a conhecida pergunta: “o que ele vai comer hoje?” Certo dia, já cansado dessa história de ser “ignorado”, entrei no estabelecimento sozinho, cheguei até uma mesa e me acomodei. O garçom passou por mim duas vezes (será que achou que logo iria chegar alguém para me acompanhar?) e, ao ver aquele vulto branco se aproximar, mais uma vez, tomei a iniciativa: -- Ei, amigão, você pode me atender, por favor? Sem jeito, ele disse: -- Claro, me desculpe, o que vai querer? Pedi, lógico, uma cerveja, pois estava calor naquele final de tarde de uma sexta-feira de verão. Então, ouvi a seguinte pérola: -- Mas, você bebe? Sem pensar duas vezes, respondi com bom humor: -- Com certeza, faz tempo, ou você acha que eu estou aqui para olhar os outros bebendo? Ele riu, em seguida eu também, e, naquele instante, percebi que tinha aberto uma oportunidade para tocar no assunto e resolver o que me incomodava. Disse a ele que já tinha percebido o seu constrangimento, e que o correto era falar sempre com a pessoa com deficiência. Ele me pediu desculpas e demonstrou interesse, fazendo algumas perguntas sobre minha baixa visão, o que nos aproximou. Voltei apenas duas, três vezes ao local antes de vir para Curitiba, mas me lembro bem do novo comportamento do rapaz. Com esse relato, que pode parecer bobo para alguns ou até absurdo para outros, gostaria de ressaltar uma das principais armas que eu utilizo, no meu cotidiano, para combater o constrangimento que a deficiência ainda causa nas pessoas: o bom humor. É lógico que experimento diversas situações que exigem um enfrentamento sério, mais duro, às vezes ríspido, da minha parte. Porém, no geral, gosto de usar o bom humor, acredito que ele aproxime, que ajude a romper barreiras e a quebrar preconceitos. Nesse caso, por exemplo, uma grosseria provavelmente teria afastado o garçom e ele continuaria a atender as pessoas com deficiência da maneira errada. Contudo, também gostaria de ressaltar que é fundamental existir mais atenção, mais cuidado, enfim, mais leveza para que possamos romper, de vez, com esse constrangimento, que faz com que as pessoas sem deficiência nos “ignorem”. “Mas, Manoel, imagina, eu nunca fiz isso”. Será? Ninguém que está lendo este texto já ficou constrangido na presença de uma pessoa com deficiência e deixou de bater um papo bacana na escola, no trabalho, em uma festa, ou deixou de atendê-la da maneira correta no comércio em que trabalha? Então, que essa besteira toda que eu escrevi aqui sirva para que possamos refletir. Por que isso acontece? Romper com esse constrangimento é demonstrar respeito, é valorizar nossas decisões, escolhas e opiniões, é, sobretudo, nos “humanizar”. Por Manoel Negraes Fonte, com alterações: ~,http:ÿÿwww.bemparana.com.~ brÿviasabertasÿ~, :::::::::::::::::::::::: A bengala verde e a busca por visibilidade As pessoas com deficiência visual -- pessoas cegas ou com baixa visão -- enfrentam inúmeras dificuldades no cotidiano. Contudo, as pessoas com baixa visão, em particular, enfrentam dificuldades por viverem em um estado ambivalente no qual não há nem ausência nem presença total de visão, o que gera confusão, desconfiança, situações constrangedoras e discriminação, tanto por pessoas que enxergam quanto por pessoas cegas. São inúmeras experiências vivenciadas por pessoas que buscam autonomia, independência e reconhecimento em uma sociedade que, por sua vez, ainda não as identifica como parte de um grupo de pessoas com deficiência visual. Isso com base, inclusive, na concepção errônea de que todos os usuários de bengala são cegos, sendo que a grande maioria das pessoas com baixa visão também precisam desse instrumento para a orientação e mobilidade. Em 1996, justamente para enfrentar essas dificuldades específicas do universo da baixa visão, a professora uruguaia de educação especial, Perla Mayo, que atua na Argentina, criou a bengala verde -- cor que representa a esperança, de “ver-de outra maneira”, de “ver-de novo”. Com isso, a intenção da diretora do Centro Mayo de Baja Visión, localizado em Buenos Aires, foi contribuir para a aceitação do uso da bengala pelas pessoas com baixa visão (que rejeitam muito a bengala branca por ser um símbolo da cegueira), para a identificação da pessoa com baixa visão pelas outras pessoas, e para a construção de uma noção de pertencimento a um grupo ainda imerso na invisibilidade social. A novidade teve uma repercussão tão positiva que dois anos depois, em 1998, Mayo apresentou no Congresso Mundial de Baixa Visão, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, uma pesquisa sobre o uso da bengala verde. Já no campo jurídico, no dia 27 de novembro de 2002, foi aprovada, na Argentina, a Lei n.o 25.682, que estabelece a bengala verde como instrumento de orientação e mobilidade para as pessoas com baixa visão, garantindo, inclusive, cobertura obrigatória por parte do Estado e dos planos de saúde. Segundo Mayo, atualmente, mais de dez mil argentinos utilizam a bengala verde no país que comemora, em 26 de setembro, o “Día del Bastón Verde”.

No momento, outros países difundem o uso da bengala verde -- Nicarágua, Colômbia, Paraguai, México, Equador, Bolívia, Costa Rica, Venezuela e Uruguai -- por meio de ações como a campanha desenvolvida pela Unión Nacional de Ciegos del Uruguay, “Luz verde para la baja visión”. Além disso, o país vizinho também possui legislação sobre o tema semelhante à da Argentina, a Lei n.o 18.875, aprovada pelo governo uruguaio em 14 de dezembro de 2011. No Brasil, no dia 13 de dezembro de 2014, na cidade de São Paulo, durante as comemorações do Dia Nacional dos Cegos, ocorreu o lançamento, pelo Grupo Retina, do Projeto Bengala Verde. E a instituição, atualmente, pro-

move a “Campanha Bengala Verde”, uma iniciativa em território nacional. No entanto, em comparação aos profissionais, às pessoas com deficiência e às instituições representativas dos países da América Latina, os brasileiros ainda precisam aprofundar e qualificar o debate sobre o tema, com a ampla participação das pessoas com baixa visão e de diversos setores da sociedade. Afinal, o que parece ser, em princípio, apenas uma mudança de cor, na verdade, representa uma efetiva oportunidade para informar sobre as características da baixa visão e as dificuldades enfrentadas

por seis milhões de pessoas que vivem entre o “ver” e o “não ver”. Fontes: ~,http:ÿÿwww.~ bemparana.com.brÿ~ viasabertasÿa-bengala-~ verde-e-a-busca-por-~ visibilidadeÿ~, ~,http:ÿÿretinabrasil.org.~ brÿsiteÿcategory~, Vocabulário Ambivalente: adj. Que apresenta ambivalência; que possui dois valores diferentes. Errônea: adj. Que não corresponde à verdade; incorreta. :::::::::::::::::::::::: Faça-se a luz Trabalho voluntário inspirou jovem a ajudar comunidades que não dispõem de energia elétrica. Prestes a completar 25 anos, após concluir as graduações em Administração e Direito, Vitor Belota projetava uma vida confortável para o futuro, trabalhando em uma empresa de importações. Mas, ao perceber que não gostava da carreira corporativa, o jovem decidiu fazer um intercâmbio que mudaria sua vida. “Queria algo que me tirasse da zona de conforto e ampliasse os horizontes”, diz. Por meio de amigos, ele descobriu a possibilidade de ir para o Quênia dar aulas em comunidades pobres. Ao entrar na sala de aula para ministrar cursos de inglês e matemática para crianças, descobriu que as classes não eram iluminadas. Diante disso, Belota encontrou uma solução criada pelo inventor mineiro Alfredo Moser: fazer buracos no teto das escolas e encaixar garrafas PET cheias de água e alvejante, para que a luz solar incidisse com mais intensidade. A iniciativa deu certo e, ao longo do intercâmbio, Belota ajudou a realizar mais de 140 instalações. De volta ao Brasil, ele criou a ONG Litro de Luz, que instala postes de luz solar em comunidades -- o projeto já realizou mais de 3 mil instalações até agora. “O objetivo é capacitar as comunidades para que deem continuidade ao trabalho”, afirma o jovem de 27 anos. Fonte: Revista *Galileu* -- setembro 2016. ::::::::::::::::::::::::

Quando a falta da visão deixa de ser uma decepção Era um fim de tarde, após um lindo dia. Quando o sol brilhante lentamente se escondia. Eis que nesse mesmo instante Linda e imponente no horizonte a lua surgia. Foi então que caminhando algo aconteceu A minha visão não sei o porquê, se perdeu. Procurava algo com o olhar e não encontrava Então parei de caminhar e chorei Mas também não me desesperei. Por um momento mantive a calma. Este homem sou eu de forte alma. Foi quando surgiu uma pessoa de olhar brilhante

Que me dirigiu ao Instituto Benjamin Constant. Com muita leveza e educação Conduziu-me à reabilitação Onde sem muitos discursos Apresentaram-me todos os cursos. Cestaria, arte com jornal... Posso ser bom, mas com consciência de não ser o maioral. Com material reciclado ou artesanal Não posso me tornar um abstrato. Na música temos que buscar a calma Quando tocamos, nós sentimos a alma. O meu pensamento dizia: -- Não tenho habilidade. Mas o meu sentimento respondia: -- Você tem versatilidade.

¨ Foi quando eu conheci o Parque Lage Na oficina de xilogravura muito interessante Criamos obras até com um barbante Hoje sem sombra de dúvidas Tornei-me relações públicas Daquele que se acha impotente Porque eu sou mais um guerreiro e sobrevivente. Autor: Carlos Alberto Ferreira da Silva, aluno atendido pelo Departamento de Pesquisas Médicas e Reabilitação-DMR, do Instituto Benjamin Constant. Fonte: Livro *Cordel: contos e encantos*. Vocabulário Abstrato: s. m. Aquilo que se considera como existente só no domínio das ideias e sem base material. Parque Lage: Parque público da cidade do Rio de Janeiro, localizado aos pés do morro do Corcovado, na rua Jardim Botânico. Xilogravura: s. f. Gravura em madeira. :::::::::::::::::::::::: Rio de Janeiro No nordeste nasci Com sacrifício lá vivi A duras penas sobrevivi Mudei para o Rio e cresci Pelas ruas do Rio caminhei Meio olhando sem ver Certo dia pensei Pelo Rio nunca passeei. Foi aí que procurei O encanto e o deslumbre Visto pelos estrangeiros Ou seriam forasteiros? E ao olhar me deslumbrei. O Pão de Açúcar ao fundo Com o bondinho no céu desnudo E admirado pelo mundo E eu? Eu me apaixonei. Autora: Celia Maria Costa Dias, aluna atendida pelo Departamento de Pesquisas Médicas e Reabilitação- -DMR, do Instituto Benjamin Constant. Fonte: Livro *Cordel: contos e encantos*. :::::::::::::::::::::::: Tirinhas A tira de jornal ou tirinha, como é mais conhecida, é um gênero textual que surgiu nos Estados Unidos devido à falta de espaço nos jornais para a publicação de passatempos. O nome "tirinha" remete ao formato do texto, que parece um "recorte" de jornal. Estrutura-se em enunciados curtos e traz um conteúdo em que predomina a crítica, com humor, a modos de comportamento, valores, sentimentos, destacando-se, portanto, nessa composição, códigos verbais e não verbais. Calvin & Haroldo Com humor fino e cheio de ironia, as tiras de “Calvin & Haroldo”, criadas pelo norte-americano, Bill Watterson, começaram a ser distribuídas para publicação em jornais em 18 de novembro de 1985, e foram produzidas até dezembro de 1995, quando o artista anunciou sua aposentadoria da série. No quadrinho, o sagaz garoto de 6 anos e seu tigre de pelúcia -- que ganha vida na imaginação do menino -- protagonizam diálogos divertidos e surreais. Em suas conversas inteligentes e bem-humoradas, debatem o jeito de ser dos humanos, enquanto expõem particularidades do mundo infantil e contradições do mundo adulto. O nome do garoto foi inspirado no teólogo Calvino (1509-1564), um dos responsáveis pela reforma na Igreja Católica. Já o do tigre Haroldo, chamado de “Hobbes” na versão original, deriva do filósofo e cientista político, Thomas Hobbes (1588-1679). Fonte com alterações: ~,http:ÿÿwww#a.folha.uol.~ com.brÿlivrariadafolhaÿ~ 832422-calvin-e-haroldo-~ comemoram-25-anos-conheca-~ historia-da-dupla.shtml~,

Vocabulário Sagaz: adj. 2 g. De inteligência e percepção muito aguçadas; perspicaz. _`[Tirinha em oito quadrinhos; adaptada a seguir_`] 1º: Calvin e Haroldo conversam: Calvin: “Eu chamei a Susie de cabeça de minhoca depois da escola, e ela foi pra casa chorando.” 2º: Haroldo: “Meu Deus, por que você fez isso?” Calvin: “Não sei. Eu estava só brincando.” 3º: Haroldo: “Parece que você feriu os sentimentos dela.” 4º: Calvin: “Eu não achei que ela fosse levar pro lado *pessoal!*” 5º: Calvin procura Susie e a encontra triste. Ele diz: “Susie, me desculpe por ter

te xingado. Eu não queria ferir seus sentimentos.” 6º: Susie: “Bem, você conseguiu ferir meus sentimentos, mas eu aceito suas desculpas. Obrigada.” 7º: Calvin, feliz, sai correndo e fala: “Oba. Graças aos céus eu me livrei *dessa!*” 8º: Susie grita: “... Pensando bem, quero ver você rastejando mais um pouco!” _`[Tirinha em quatro quadrinhos; adaptada a seguir_`] 1º: Calvin está em frente à entrada da garagem. Seu pai aproxima-se com o carro, e Calvin estende as mãos, sinalizando para que o pai pare. Calvin: “Pedágio, pai! Você só pode estacionar se me der 50 centavos.” 2º: O pai coloca a cabeça para fora e pergunta: “Por que eu deveria te pagar para

guardar *meu* carro na *minha* garagem?” 3º: Calvin segura a trava da porta da garagem. Calvin: “Porque senão eu puxo o portão e bato com ele no capô quando você estiver entrando.” 4º: Emburrado, sentado em sua cama, Calvin comenta: “Que mão de vaca!” _`[Tirinha em quatro quadrinhos; adaptada a seguir_`] 1º: Calvin sentado à mesa, em frente ao prato com comida, faz cara de nojo e diz: “Isso cheira a arroto de morcego!” Seu pai, com o dedo em riste, ordena: “Basta, jovenzinho! Vá para o seu quarto!” 2º: Os pais de Calvin estão sentados à mesa. A mãe diz:

“Não acha que foi exagero, querido? Ele vai ficar com fome.” 3º: O pai: “Calvin tem que aprender boas maneiras. Ele não vai morrer de fome.” 4º: Calvin e Haroldo estão no quarto. O menino, ao telefone, fala em voz baixa: “... E pepperoni extra!” _`[Tirinha em quatro quadrinhos; adaptada a seguir_`] 1º: Calvin tem um pote na mão e mostra a Haroldo, dizendo: “Olha! Eu peguei uma borboleta!” 2º: Haroldo: “Se as pessoas pudessem prender arco-íris em zoológicos, elas o fariam.” 3º: Haroldo vai embora, e Calvin, pensativo, observa o pote.

4º: Calvin abre o pote e solta a borboleta, que voa para longe. Adaptado e revisado pela Comissão Editorial õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo Desafios 1. Escolha a alternativa correta: a) A partir de hoje, quero as nossas portas serradas às 18 h. b) A partir de hoje, quero as nossas portas cerradas às 18 h. 2. Escolha a alternativa correta: a) Hoje, cozido à portuguesa. b) Hoje, cosido à portuguesa. 3. Escolha a alternativa correta: a) O contrabando foi apreendido na fronteira entre São Paulo e Rio de Janeiro. b) O contrabando foi apreendido na divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. 4. Escolha a alternativa correta: a) O juiz da 4ª Vara de Execuções expediu mandato de apreensão contra comerciantes fraudadores de notas fiscais. b) O juiz da 4ª Vara de Execuções expediu mandado de apreensão contra comerciantes fraudadores de notas fiscais. 5. Escolha a alternativa correta: a) É preciso que a Prefeitura tape os buracos da Avenida Rio Branco.

b) É preciso que a Prefeitura tampe os buracos da Avenida Rio Branco. Respostas 1. Letra B. “Cerrar” significa fechar. “Serrar” significa cortar. 2. Letra A. “Cozer” é o mesmo que cozinhar. “Coser” significa costurar. 3. Letra B. Entre estados, temos “divisas”. Entre países, temos “fronteiras”. 4. Letra B. “Mandado” é a ordem judicial, o documento. “Mandato” é a autorização ou delegação de poder. Daí o mandato do presidente, dos deputados etc... 5. Letra A. Buracos devem ser “tapados”. Se usarmos

uma tampa, aí sim estaremos “tampando” garrafas, panelas etc... Fonte: DUARTE, Sérgio Nogueira. *Desafios Língua Viva*. Jornal do Brasil S.A, 1999. õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo Pensamentos “Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas... Continue, quando todos esperam que desista. Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que, em vez de pena, tenham respeito por você. Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha.” Madre Teresa de Calcutá ê1910- -1997ã “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É tempo de travessia, e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” Fernando Pessoa (1888-1935) “Quando nos abrimos para um programa de TV, nos deixamos ser invadidos por ele. Às vezes, é um bom programa, mas quase sempre é ruim. Mas, porque queremos que outra coisa, que não seja nós mesmos, entre em nós, permanecemos sentados, deixando que o mau programa de TV nos invada, nos devaste, nos destrua. Mesmo que nosso sistema nervoso se ressinta, não temos coragem de levantar e desligar o aparelho porque, fazendo isto, temos que retornar a nós mesmos.” Thich Nhat Hanh (1926) “Para ser feliz, é necessário uma enorme coragem. Ser infeliz qualquer um pode ser. Ver negatividade nas coisas é fácil; mas, para ver beleza e alegria nas coisas mais simples, é necessário uma grande alma.” Osho (1931-1990) õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo No Mundo das Artes Elvis Presley Dificilmente alguém que ouve música ignora que no dia 16 de agosto de 2017 completaram-se 40 anos da morte de Elvis Presley. Se não se lembra da data, com certeza sabe, ou tem uma noção, por mais vaga que seja, de quem foi o Rei do Rock. Elvis morreu aos 42 anos, vítima de um ataque cardíaco provocado por estresse emocional, mas também, ao que se sabe, pelo uso exagerado de barbitúricos (remédios indicados para traumas emocionais como a depressão). Ele nasceu numa família pobre em East Tupelo, no Mississipi, Estados Unidos. Poucos talvez saibam, mas teve um irmão gêmeo que não sobreviveu ao parto. Motorista de caminhão e lanterninha de cinema, Elvis Presley descobriu o universo da música assistindo aos cultos da Igreja Pentecostal de sua cidade. Ainda jovem, teve contato com gêneros como o *country* e o *blues*, ambos típicos da região Sul do país. Adolescente, Elvis aprendeu a tocar guitarra e ganhou um concurso local de jovens talentos. Corria o ano de 1953 quando, aos 18 anos, despertou o interesse de Sam Phillips, dono de um estúdio musical e do selo *Sun Records*, que o escutou gravar músicas para o aniversário da mãe. O início da carreira remonta a 1954. Em julho daquele ano, duas das músicas que gravou (*Take* e *Blue Moon of Kentucky*), incluídas em seu primeiro disco *single*, começaram a tocar nas rádios de Memphis. O sucesso foi estrondoso e tamanho que, naquele mesmo mês, no dia 17, Elvis faria o seu primeiro show. No ano seguinte, passou a fazer parte do *cast* da gravadora RCA e, em 1956, já despontava como astro internacional. Em 1958, Elvis serviu ao Exército e permaneceu até 1960 em uma base militar na Alemanha Ocidental. Ao retomar a carreira, consolidou o sucesso. Numa das suas participações no programa de TV do apresentador Ed Sullivan, produtores chegaram a sugerir que ele parasse de rebolar. Como a orientação não foi acatada, o enquadramento da câmera só mostrava imagens do cantor da cintura para cima. Entre os fãs famosos de Elvis, o destaque ficou por conta de John Lennon, que chegou a dizer: "Diante de Elvis, nada mais tem importância." Lennon chegou a incorporar, no álbum *Rock n' Roll*, o jeito do ídolo. Na década de 70, Elvis começou a viver o seu calvário de problemas pessoais e aparecia menos em público. Fez incontáveis shows, mas apenas uma apresentação fora de seu país, na Itália. No dia 26 de junho de 1977, Elvis Presley fez seu último show, em Indianápolis, Estado de Indiana-EUA. Fontes com alterações: ~,http:ÿÿwww.~ jornalcruzeiro.com.brÿ~ materiaÿ810670ÿmorto-ha-~ 40-anos-elvis-presley-~ continua-como-eterno-rei-~ do-rock~, ~,https:ÿÿwww.~ tribunaonline.com.brÿ~ morte-de-elvis-presley-~ completa-40-anos-~ relembre-a-trajetoria-do-~ rei-do-rockÿ~, Vocabulário *Blues* (inglês): Música do folclore negro norte-americano, geralmente de caráter melancólico e andamento moderado. *Cast* (inglês): Elenco.

*Country* (inglês): Gênero de música popular rural norte-americana. *Single* (inglês): Disco com uma só faixa. :::::::::::::::::::::::: Chacrinha O velho guerreiro, como era popularmente conhecido, foi um dos mais importantes comunicadores do país, tanto no rádio quanto na televisão, com seus programas de auditório. José Abelardo Barbosa nasceu em Surubim (PE), em 30 de setembro de 1917 e, aos 17 anos, começou a cursar faculdade de Medicina, que viria a abandonar no 3º ano. Sua carreira de comunicador começou em 1939, já no Rio de Janeiro, quando se tornou locutor da Rádio Tupi. Em 1943, lançou um programa de músicas de carnaval chamado “Rei Momo na Chacrinha”, que fez muito sucesso. Assim, passou a ser conhecido como Abelardo "Chacrinha" Barbosa. Nos anos 50, comandaria o programa “Cassino do Chacrinha”, no qual lançou vários sucessos da música brasileira como “Estúpido Cupido”, de Celly Campelo e “Coração de Luto”, do artista gaúcho Teixeirinha. Em 1956, estreou o programa “Rancho Alegre”, na extinta Tupi, onde começou a fazer também a “Discoteca do Chacrinha”. Em seguida foi para a TV Rio e, em 1970, para a Rede Globo. Com sucesso crescente, passou a fazer dois programas semanais: “Buzina do Chacrinha” e “Discoteca do Chacrinha”. Dois anos depois, retornou para a Tupi, onde ficou até 1978. Transferiu-se então para a TV Bandeirantes. Em 1982, retornou à Globo, onde ocorreu a fusão dos dois programas. O grande diferencial estava nos programas de calouros, no qual se apresentava com roupas espalhafatosas, sempre acionando uma buzina de mão. Utilizava bordões e expressões que se tornariam populares, como: “Na televisão nada se cria, tudo se copia”, “Teresinha!”, “Vocês querem bacalhau?”, “Eu vim para confundir, não para explicar!”, “Quem não se comunica, se trumbica!”, “Vai para o trono ou não vai?”, “Como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?”, “Cheguei, baixei, saravei” e “Graças a Deus o programa acabou”. Os jurados como Carlos Imperial, Aracy de Almeida, Rogéria, Elke Maravilha e Pedro de Lara, completavam uma atração à parte. Outro elemento para o sucesso eram as chacretes, dançarinas profissionais de palco de TV, que faziam coreografias simples e eram conhecidas por Rita Cadillac, Índia Amazonense, Fátima Boa Viagem, Suely Pingo de Ouro, Fernanda Terremoto e Leda Zeppelin, entre muitas outras, tornando-se símbolos de sensualidade na época. Chacrinha faleceu no Rio de Janeiro, no dia 30 de junho de 1988, aos 70 anos, de infarto do miocárdio e insuficiência respiratória, em decorrência de um câncer no pulmão. A gravação do último

programa “Cassino do Chacrinha” foi ao ar no dia 2 de julho de 1988. Fonte com alterações: ~,http:ÿÿacervo.estadao.~ com.brÿnoticiasÿ~ personalidades,chacrinha,~ #iab,j.htm~, õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo Maravilhas do Mundo Parintins Sobrevoar a floresta amazônica de Manaus a Parintins ou seguir de barco os 420 km que levam até o palco de umas das festas mais tradicionais do Brasil dá só uma pequena pista do que existe escondido nos confins da mata, entremeada por rios que parecem não ter fim. Na chegada, a ilha de Tupinambaranas, mergulhada no rio Solimões, abriga uma cidade de beleza única, mas dividida ao meio entre o vermelho e o azul, as cores dos bois Garantido e Caprichoso, personagens de uma batalha anual que mobiliza os moradores em torno da encenação do boi-bumbá. A paixão pelo boi, que também se expressa nas casas, unhas das mulheres e roupas, pintadas nas cores do boi preferido, chega ao auge em junho, durante o Festival Folclórico de Parintins. E boi por ali não é só a representação de pano que entra em cena para levantar a arquibancada como em uma final de campeonato, mas todo o conjunto folclórico das agremiações, as alegorias, as representações de lendas indígenas, a música e a dança. A rivalidade entre os dois times que fazem a festa é antiga, e remonta aos trovadores repentistas de duas famílias locais, que entoavam canções para desafiar o adversário, inspirados na tradição vinda do Maranhão. Festival O festival atrai mais de 50 mil visitantes todos os anos. Sua data é móvel, sendo celebrado na última semana de junho. Reúne no Bumbódromo -- o palco da festa -- mais de 3.000 integrantes de cada um dos grupos, que disputam a preferência de seus conterrâneos desde a década de 60. Nos três dias do festival, os bois do Garantido e do Caprichoso deixam seus "currais", espécies de quadras de escolas de samba, para viver um enredo simples, inspirado na história da morte do boi mais bonito da fazenda, sacrificado pelo personagem, Pai Francisco, que pretende roubar-lhe a língua para satisfazer os desejos de gravidez de sua mulher, Mãe Catirina. Perseguido pelo patrão e dono do animal, Pai Francisco se esconde entre os índios, enquanto o dono da fazenda tenta ressuscitar o boi, o que só acontece com a ajuda do pajé. Com o boi de volta à vida, Pai Francisco está salvo, e a festa continua. Na arena folclórica, diante de mais de 30 mil pessoas, desfilam ainda outras figuras saídas do imaginário caboclo, como o Gigante Juma, a Cobra Grande, o Boto, o Curupira. Tudo preparado cuidadosamente durante meses, para ser revelado em três espetáculos completamente diferentes, em dias consecutivos, fazendo a glória dos habilidosos artesãos locais. A festa de estrutura rígida, em que as lendas e rituais indígenas e figuras regionais são quesito obrigatório, mostra a riqueza da cultura e do folclore amazônicos, capazes de oferecer assunto para mais de 30 anos de espetáculo. Durante a festa, alegorias entram no Bumbódromo aos pedaços, para que possam passar pelos portões estreitos, e formam seu quebra-cabeça sob os olhares incrédulos dos visitantes diante da grandiosidade das peças, que chegam a ter 30 metros de altura. Cada uma delas vai ser palco para um novo ato dessa verdadeira ópera da selva, representando as cenas do boi. Iluminadas com rigor cênico, com luz que muda de foco, cor e intensidade, as alegorias mecanizadas se desdobram, voam, andam, gritam e abrigam uma multidão de atores locais, encenando lendas e pajelanças. Ao redor, centenas de figurantes envolvidos por fumaça colorida desenvolvem suas coreografias em vestes luxuosas, feitas com plumagens, juta, cipó e sementes nativas. Tudo isso ao som dos tambores, levados por mais de 400 ritmistas, e de ao menos uma dezena de toadas, que ajudam a espantar a monotonia. Sempre com o acompanhamento da "galera", que, em Parintins, é mais do que uma gíria para tratar a torcida, essa é uma das 22 categorias em julgamento. A participação vale pontos preciosos na disputa, e a torcida defende suas cores ao agitar os braços, balançar bandeiras, acenar com "luvas" de plástico colorido, e acender candeias conforme a história se desenrola. Mas, quando entra em campo o boi do "contrário", como os habitantes da cidade se referem ao adversário, evitando dizer seu nome, o silêncio é absoluto. Por três horas, mais de 15 mil pessoas se calam, em outro momento impressionante. Ninguém diz nada, não há qualquer movimento, vaia ou aplauso. Se a "galera" se manifesta durante a apresentação do rival, sua equipe perde pontos na contagem dos jurados. Ao longo desse espetáculo a céu aberto, um apresentador narra o que se passa na arena e aponta o item que está em julgamento, animando o público, que entra em êxtase quando surge o boi de pano, em uma aparição apoteótica do alto de uma das alegorias. Dentro dele vai o "tripa", que pula e dança por mais de duas horas, carregando nas costas o personagem principal da festa. Originalmente uma brincadeira só para homens, hoje a festa do boi exibe mulheres com traços indígenas e caboclos na pele da Sinhazinha da Fazenda, a filha do dono do boi, da Porta-Estandarte, da Rainha do Folclore e da Cunhã Poranga, moça bonita na língua dos índios da região. Nas ruas, os telefones públicos têm a forma do boi, os postes de luz e as placas de trânsito são pintados de azul e vermelho, dividindo as torcidas geograficamente, como se se tratasse de duas cidades. Com pouca infraestrutura, a cidade lota no período da festa. Quase não há oferta de hospedagem, e muita gente se amontoa nas redes esticadas nos barcos ancorados na margem do rio. Nos bares e pequenos restaurantes, multidões se acotovelam. O Bumbódromo já não acomoda mais tantos participantes e, por isso telões espalhados pela cidade servem de consolo para quem não conseguiu ingresso. Fora dos festivais, Parintins é uma cidade pacata, visitada de quando em quando por navios luxuosos de cruzeiro, como parte de suas rotas no mar do Caribe. O boi só aparece aos sábados, nas festas organizadas em cada um dos currais. Mas a paisagem da floresta de várzea, da mata de terra firme e das inúmeras ilhotas e praias de rio já é suficiente para criar o cenário perfeito para uma aventura amazônica, que sempre acaba no porto lotado de embarcações típicas regionais. É sempre um espetáculo caprichoso, de brilho garantido. Como chegar Pode-se chegar à cidade por vias aérea e fluvial. Os voos saem de Manaus ou Santarém, no Estado do Pará, e têm a duração de aproximadamente uma hora. De barco, a viagem até Parintins dura, em média, de 12 a 14 horas, dependendo do tipo de embarcação. O que fazer em Parintins Além do espetáculo dos bumbás, Parintins oferece outras atrações: Orla do Rio Amazonas Na orla de Parintins você pode apreciar a beleza e a força do rio Amazonas, que passa em frente à cidade. Um calçadão circunda a orla, que oferece bares e restaurantes com delícias regionais. Catedral de Nossa Senhora do Carmo Projetada na Itália, a catedral conta com uma torre de 40 metros de altura e é a construção mais alta da cidade. Nossa Senhora do Carmo é a padroeira de Parintins. Passeio de triciclo Uma das atrações de Parintins são os triciclos, decorados das mais variadas formas, que levam os visitantes a conhecer a cidade, com calma. Visita aos currais dos bois Cada boi tem o seu curral, onde ocorrem os ensaios e são criadas as fantasias e alegorias da apresentação do bumbá. Boi Garantido -- Endereço: Rua Gomes de Castro, 685. Boi Caprichoso --Endereço: Rodovia Odovaldo Novo, km 1, s/n -- Baixa do São José.

Mercado Municipal de Parintins É o local indicado para experimentar o café regional, que não dispensa a tapioquinha e o “X-Caboquinho”, pão recheado com tucumã (fruto amazônico) e queijo coalho. Não estranhe a tapioca mais grossa, com a goma diferente. Muitos restaurantes de Manaus oferecem tapioquinha feita com goma refeita da fécula de mandioca. Artesanato regional e indígena Confeccionadas com raízes de árvores, palha, juta, penas e outros materiais naturais, as peças artesanais chamam atenção pela beleza. Durante o festival, as mulheres se enfeitam com cocares feitos de penas e sementes, alguns deles com as cores dos bois. Também são muito vendidas lembrancinhas do festival, como miniaturas dos bois e roupas. Vila Amazônia A 20 minutos de barco de Parintins, a Vila Amazônia foi o berço da imigração japonesa na década de 1930 e pioneira no cultivo da juta. É local de trilhas, igarapés e cachoeiras. Uma balsa sai diariamente do porto do Lago da Francesa para a vila. Vocabulário Candeia: Vela de cera; utensílio próprio para manter uma vela acesa. Igarapé: s. m. Pequeno rio, estreito e navegável, que nasce na mata e deságua num rio maior. Juta: s. f. Tecido feito com fibras desta planta. Toada: s. f. Som de instrumentos, de vozes. Fontes com adaptações: ~,http:ÿÿwww.amazonasemais.~ com.brÿparintinsÿconheca-~ as-atracoes-de-parintins-~ cidade-dos-bois-garantido-~ e-caprichosoÿ~, ~,http:ÿÿwww#a.folha.uol.~ com.brÿfolhaÿturismoÿ~ americadosulÿbrasil-~ parintins.shtml~, õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo Nossa Casa Superdicas Depois de muito usado, o ferro de passar fica com resíduos que, se não forem limpos, vai para a roupa e a estragam. Para uma boa limpeza no seu ferro, faça o seguinte: Com o ferro quente, coloque-o em cima de uma folha de papel com sal. Deixe ali até esfriar. Depois passe um pano. Fica maravilhoso! Polir torneiras, pias, azulejos e, até mesmo as portas do box com cera de carro, deixa uma barreira de brilho e proteção contra água e acúmulo de sabão. Fonte: ~,http:ÿÿwww.tupi.amÿ~ show-do-heleno-rotay~, Cascas de ovos Um produto que vai para o lixo, mas pode virar um importante fertilizante orgânico, já que é rico em cálcio e potássio, é a casca do ovo. O hortelão Cláudio Poletto utiliza a técnica há cerca de três anos, e afirma que o método aumentou drasticamente a resistência das plantas e diminuiu a quantidade de larvas maléficas ao desenvolvimento dos vegetais. Ele recomenda que as cascas sejam lavadas, trituradas em pequenos grãos e adicionadas no entorno de cada muda. A hortelã Maria de Lurdes Goulart disse que também usa a técnica, mas adiciona as cascas de ovo à terra antes de plantar as mudas. Fonte: ~,http:ÿÿ~ revistagloborural.globo.~ comÿCidades-Verdesÿ~ noticiaÿ2015ÿ12ÿ12-~ opcoes-de-adubo-~ organico.html~, Vocabulário Hortelão: s. m. Aquele que cuida de horta. õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo

Vida e Saúde Distimia Distimia é um tipo de de- pressão crônica, de moderada intensidade. Diferentemente da depressão que se instala de repente, a distimia não tem essa marca brusca de ruptura. O mau humor é constante. Os portadores do transtorno são pessoas de difícil relacionamento, com baixa autoestima e elevado senso de autocrítica. Estão sempre irritados, re- clamando de tudo e só enxergam o lado negativo das coisas. Na maior parte das vezes, tudo fica por conta de sua personalidade e temperamento complicado. Sintomas O principal sintoma é a irritabilidade, mas existem ou- tros, como: mau humor; baixa autoestima; desânimo e tristeza; predominância de pensamentos negativos; alterações do apetite e do sono; falta de energia para agir; isolamento social; tendência ao uso de drogas lícitas, ilicítas e de tranquilizantes. Diagnóstico O diagnóstico é eminentemente clínico. O dado mais importante a considerar é a manifestação dos sintomas durante pelo menos dois anos consecutivos. Via de regra, os portadores de distimia desenvolvem, concomitantemente, episódios de depressão grave. Quando se recuperam, porém, retornam a um patamar de humor que está sempre abaixo do nível normal. A maior dificuldade é que raramente se dão conta do próprio problema. Acreditam que o mau humor, a falta de prazer e interesse pelas coisas, além da tristeza que não dá trégua, fazem parte de sua personalidade e do seu jeito de ver o mundo, e quase nunca procuram ajuda. Diagnosticar o transtorno precocemente e introduzir o tratamento adequado é de extrema importância, uma vez que por volta de 15% a 20% dos pacientes tentam o suicídio. Prevalência A distimia pode aparecer na infância ou numa fase mais tardia da vida. O mais comum, porém, é que surja na adolescência. Há evidências de que muitos idosos já tenham manifestado sinais do transtorno na adolescência. Na infância, acomete igualmente meninos e meninas. De-

pois, é mais prevalente nas mulheres do que nos homens. Tratamento A associação de medicamentos antidepressivos com psicoterapia tem apresentado bons resultados no tratamento da distimia. Isoladamente, um e outro não funcionam a contento. Embora os antidepressivos corrijam o distúrbio biológico, o paciente precisa aprender novas possibilidades de reagir e estabelecer relações interpessoais. A psicoterapia sem respaldo farmacológico é contraproducente, porque cobra uma mudança de comportamento que a pes-

soa é incapaz de atingir por causa de sua limitação orgânica. Fonte: ~,https:ÿÿ~ drauziovarella.com.brÿ~ doencas-e-sintomasÿ~ distimiaÿ~, Vocabulário Contraproducente: adj. Que não produz o resultado que se esperava ou produz resultado oposto. Respaldo: s. m. Apoio. õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo Culinária Torta de mousse de maracujá Ingredientes para base: 3 colheres de sopa de margarina cremosa sem sal; 1 colher de sopa de adoçante dietético em pó, próprio para forno e fogão; 1 colher de café de essência de baunilha; meia xícara de chá de farinha de trigo integral; um quarto de xícara de chá de farinha de trigo; 2 colheres de sopa de leite desnatado. Ingredientes para o recheio: 1 xícara de chá de leite desnatado; 1 colher de sopa rasa de amido de milho; 1 envelope de gelatina em pó incolor sem sabor; 4 colheres de sopa de água; meia xícara de chá de creme de leite *light*; meia xícara de chá de suco de maracujá concentrado; 2 claras; 4 colheres de sopa de adoçante em pó, próprio para forno e fogão. Ingredientes para a calda: meia xícara de chá de suco de maracujá concentrado; 1 xícara de chá de água; 2 colheres de chá de amido de milho; 4 colheres de sopa de adoçante dietético em pó, próprio para forno e fogão. Modo de preparo da massa: Misture os ingredientes da massa e forre apenas o fundo de uma fôrma de torta pequena. Asse em forno médio (180°C) até dourar. Reserve. Modo de preparo do recheio: Misture o leite e o amido de milho e leve ao fogo para engrossar. Dissolva a gelatina na água fria, mexa bem e adicione ao creme, mexendo bem para derreter. Acrescente o creme de leite e retire do fogo. Adicione o suco de maracujá e as claras batidas em neve com o adoçante. Coloque o recheio sobre a massa e leve à geladeira para firmar. Modo de preparo da calda: Misture os ingredientes e leve ao fogo para engrossar. Depois de frio, decore a torta. Dica: Se quiser, prepare a receita com o maracujá azedo fresco. Retire a polpa de 2 maracujás e bata no liquidificador, na tecla pulsar, com 1 xícara de chá de água. Guarde as sementes para enfeitar. Rendimento: 8 porções. Fonte: ~,http:ÿÿwww.~ diabetes.org.brÿpublicoÿ~ receitas-diabetesÿreceitas-~ docesÿ567-torta-de-mousse-~ de-maracuja~, Peito de chester ao molho de laranja Ingredientes: 1 copo de suco de laranja (250 ml); 1 copo de guaraná *light* (250 ml); 1 cebola ralada; 1 dente de alho; suco de 1 limão; 1 colher de sopa de margarina *light*; 1 folha de louro; 1 colher de chá de tomilho; sal e orégano a gosto; 1 peito de chester. Modo de preparo: Coloque todos os temperos em uma vasilha, junto com o suco de laranja, o de limão e o guaraná. Faça pequenos furos no chester com uma faca pontuda, e deixe-o mergulhado neste tempero por cerca de 12 horas. Coloque o chester em uma assadeira, despeje metade do molho por cima dele, juntamente com a margarina *light*, e asse em forno médio coberto por papel-alumínio por 40 minutos. Na metade do tempo, regue com o molho restante. Após os 40 minutos, tire o papel-alumínio, volte a regar e deixe no forno até dourar. Fonte: ~,http:ÿÿg#a.globo.~ comÿbemestarÿnoticiaÿ~ 2012ÿ12ÿnutricionista-da-~ dicas-de-ceia-para-pessoas-~ com-restricao-alimentar.~ html~, Peru com ervas Ingredientes: 1 peru (cerca de 4 kg); 1 xícara de chá de vinho branco; meia xícara de chá de suco de maracujá concentrado; 2 cebolas raladas; 4 dentes de alho amassados; 2 colheres de sopa de orégano fresco; 2 colheres de sopa de manjerona fresca, picada; 2 tabletes de caldo de galinha esfarelados; 2 xícaras de chá de frutas frescas picadas para decorar. Modo de preparo: Em uma tigela, coloque o peru com o vinho, o suco de maracujá e meia xícara de chá de água, cubra e leve à geladeira para tomar gosto por 30 minutos. Coloque em uma assadeira e misture o restante dos ingredientes. Coloque o peito virado para baixo, cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio (180}C), preaquecido, por 1 hora. Retire o papel, vire o peru e regue com uma xícara de chá de água. Asse por mais 1 hora ou até dourar. Sirva decorado com as frutas. Fonte: ~,http:ÿÿwww.~ receitasanamaria.netÿ~ receita-peru-com-ervas.~ html~, Salada de bacalhau Ingredientes: 1 kg de batatas; 3 talos de aipo; 1 cebola média bem picada; 300 g de bacalhau cozido e bem picado; 150 ml de azeite extravirgem; 1 maço de cebolinha; suco de meio limão; 1 xícara de azeitona preta sem caroço; 2 ovos cozidos picados; pimenta e sal a gosto. Modo de preparo: Descasque e corte as batatas em cubos médios e cozinhe sem deixar passar do ponto. Corte os talos de aipo em cubinhos bem pequenos, e as azeitonas em rodelas finas. Em um recipiente, coloque a batata, o aipo, a cebola, o bacalhau, o azeite, a cebolinha, a pimenta, o sal e as azeitonas. Enfeite com cebolinha e ovos picados. Fonte: ~,https:ÿÿoglobo.~ globo.comÿelaÿgastronomiaÿ~ tradicional-salada-de-~ bacalhau-facil-de-fazer-~ otima-para-natal-20652374#~ ixzz4xfs73t{a{h~, õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo Humor Tolerância zero Eu vou falar de Seu Lunga Um cabra muito sincero, Que não tolera burrice Nem gosta de lero-lero. Tem sempre boas maneiras,

Mas se perguntam besteiras, Sua tolerância é zero! Pagando contas no Banco Lunga viveu um dilema Pois com um talão nas mãos, Ouviu de Pedro Jurema: -- O Senhor vai usar cheque? Ele disse: -- Não, moleque! Vou escrever um poema. Lunga foi comprar sapato Na loja de Barnabé E um rapaz bem gentil Perguntou: -- É pra seu pé? Ele disse: -- Não, esqueça! Bote na minha cabeça; Vou usar como boné. Lunga carregava leite Numa garrafa tampada E um velho lhe perguntou: -- Bebe leite, camarada? Ele disse: -- Bebo não! Depois derramou no chão. -- Eu vou lavar a calçada! Continua na próxima edição... Fonte: ~,http:ÿÿ~ culturanordestina.blogspot.~ com.brÿ2009ÿ08ÿseu-lunga-~ tolerancia-zero.html~, Nova chance Três estudantes não fizeram um exame, porque não estudaram. Então, eles elaboraram um plano; sujaram-se com graxa, óleo e gasolina e foram ao professor: -- Professor, pedimos desculpas. Não pudemos vir ao exame, pois estávamos num casamento e no caminho de volta o carro quebrou, por isso estamos tão sujos, como pode ver. O professor entendeu e deu-lhes três dias para se prepararem. Após três dias, eles foram ao exame muito bem preparados, porque tinham estudado. O professor colocou-os em salas separadas e aplicou a prova que tinha apenas 4 perguntas: 1. Quem casou com quem? 2. Que horas o carro quebrou? 3. Onde exatamente o carro quebrou? 4. Qual é a marca do carro? Nota: Se as respostas forem idênticas, estarão aprovados. Boa Sorte! Fonte: ~,http:ÿÿmetaforas.~ com.brÿnova-chance~, Sabedoria chinesa: Se o seu problema é dinheiro, e você não tem dinheiro, então você não tem problema! Troca de farpas Um casal discute dentro do carro, durante uma viagem. Depois de alguns minutos, eles passam por uma fazenda, onde há mulas e cavalos. Então, o esposo pergunta: -- Seus parentes? A esposa responde: -- Sim. Sogra e cunhados... õoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõoõo Espaço do Leitor Caro leitor, agora temos dois números para contato telefônico: (21) 3478-4457/ /4531. Um forte abraço! Coordenação das Revistas em Braille :::::::::::::::::::::::: Meu nome é Pedro Marcelo Rodrigues, moro na cidade de Rio Tinto, Estado da Paraíba. Gostaria de fazer novas amizades. Além disso, aproveito a oportunidade para desejar a todos um feliz Natal e um próspero Ano Novo. Telefone: (83) 98839- -3017. Eu sou o Carlos Alberto Patrão, tenho 42 anos e sou cego total. Desejo me corresponder, através de carta em braille, com pessoas que vivam no Brasil e, em espanhol, com pessoas de países da América Latina. Desejo também corresponder-me com pessoas cegas de países africanos que falem e escrevam em português. Endereço: Rua Senhor dos Aflitos -- Vinhós -- Peso da Régua, 5050-402, Portugal. Telefone: (00351) 96973- -2432. SOCERN 21 Anos A SOCERN -- Sociedade dos Cegos do Rio Grande do Norte, entidade filantrópica sem fins econômicos, tem mais de duas décadas de atuação em defesa dos direitos e do resgate da imagem das pessoas cegas e de baixa visão no RN, visando à construção de uma cidadania plena e ao firme combate às desigualdades sociais. O nosso Estado é o campeão no alto índice de pessoas com algum tipo de deficiência, 27,09%, especialmente visual. No entanto, as políticas públicas ainda são pouco consistentes, principalmente no tocante à acessibilidade. Faltam sinais sonoros, tecnologias assistivas, calçadas acessíveis, e os passeios públicos estão totalmente obstruídos, transportes coletivos sem programa de voz, semelhante ao Metrô, informando as paradas e o destino das linhas no perímetro urbano de Natal; mesmo sendo Natal a primeira capital do país a contar com uma Lei de Acessibilidade, a Lei 4.090, de 1992. Ressaltamos como as mais recentes conquistas da entidade, a criação da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, por sugestão da SOCERN, e proposição do vereador Sandro Pimentel na legislatura anterior, que já está em pleno funcionamento na Câmara Municipal de Natal. Frisamos, ainda, a Lei das Prioridades nos estabelecimentos comerciais do município, publicada em 02-06- -2017, garantindo o atendimento preferencial às pessoas com deficiência e outros grupos, Lei 6.681, sancionada pelo Executivo Municipal. A Lei 6.638/2016, que trata da obrigatoriedade dos cardápios em braille em hotéis, restaurantes e similares, luta de mais de 15 anos. Citamos, ainda, a instituição do dia municipal e estadual das pessoas com deficiência visual, em 4 de janeiro, seguindo o nacional, comemorado na mesma data. Lei Estadual 9.287, que determina a obrigatoriedade das contas de água, luz e telefone impressas no sistema braille. O que defendemos é a inviolabilidade das conquistas do nosso segmento, especialmente o cumprimento da Convenção Internacional da ONU, da Carta de Salamanca e da LBI--Lei Brasileira da Inclusão, a Lei 13.146, onde estão preconizados, de maneira insofismável, os direitos inalienáveis das pessoas com deficiência. A SOCERN, fundada pelo Radialista-DRT-819/RN, Ronaldo Tavares da Silva, tem sede e foro em Natal, com jurisdição em todo o Rio Grande do Norte. A nossa participação tem sido bastante efetiva nos movimentos sociais. Destacamos a efusiva atuação no COMUDE-Natal, Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência; no CMTMU, Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana de Natal; no COEDE-RN, Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência e, por essa razão, em sessão solene da Assembleia Legislativa, por proposição do Deputado Hermano Morais, fomos homenageados no mês de agosto, quando completamos 21 anos. Nosso lema é: “SOCERN, sempre na luta por cidadania e inclusão social...” Por Ronaldo Tavares da Silva, presidente da SOCERN *Facebook*: ronaldosocerntavares Site: ~,intervox.nce.ufrj.~ brÿtavares~, Página da entidade: ~,www.socern.ufrnet.br~, Telefones: (84) 3086-2223, (84) 3211-9122 e (84) 98801-3204. Vocabulário Inalienável: adj. Intransferível. Insofismável: adj. Que não se põe em dúvida; indiscutível.

Preconizado: adj. Recomendado. õxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo Fim da Obra Transcrição: Thiago Teixeira Revisão Braille: João Batista Alvarenga e Abel Ricardo